#002 criticamos – O Turista (2010)

*atenção, esse texto contém spoilers

Esse foi um filme que eu criei uma certa expectativa, afinal juntar Angelina Jolie e Johnny Depp, em Paris e Veneza, um trailer interessante, mas a expectativa me traiu desta vez. O diretor Florian Henckel von Donnersmarck bem que tentou dar um certo ânimo pra essa película, mas infelizmente não foi possível.

O roteiro é fraco, e compromete o filme, que tinha potencial para ser muito bom, mas acaba sendo chato e entediante. A química entre Depp e Jolie praticamente não existe, e a história se perde desde o começo.

O filme inicia com a belíssima Elise (Angelina Jolie) sendo espionada pela policia, enquanto toma um café recebe uma carta vinda de Alexander Peirce, seu namorado/companheiro sumido, personagem que todos estão procurando no filme, inclusive ela, pois o filha da mãe roubou nada mais, nada menos que 2,3 bilhões de euros de Reginald Shaw (Steven Berkoff), um poderoso gangster russo. Toda a trama se passa em torno da busca pelo Alexander Pierce, que envia essa carta para Elise orientando-a a pegar um trem, e nesse trem procurar um cara com o mesmo porte fisico dele, e fazer com que a policia pense que esse cara é ele, deu pra entender?

Ao seguir as intruções, ela entra no trem e se senta junto com um homem com o mesmo porte do tal Alexander, esse cara é Frank Tupelo (Johnny Depp), um simples professor em Winsconsin, que está indo a turismo para Veneza, na Itália.

Olhando a trama dessa maneira, parece bastante interessante, mas na prática deixou a desejar, pois a história corre de uma maneira que, quem assiste não consegue identificar o motivo de tanto corre-corre. Ainda no meio, dessa busca incansável da policia atras de Alexander, temos o inspetor John Acheson (Paul Bettany) que já levou esse caso para o lado pessoal, estando paranóico achando que todos que se aproximam de Elise, é Alexander. Entre tanta paranóia, falta tempo para nós conhecermos melhor os personagens, suas motivações, o que atrapalha totalmente o final do filme. Johnny Depp, não parece à vontade no papel de Frank (nem deveria), e Paul Bettany soa forçado como inspetor John. Jolie é a melhor em cena, junto com Steven Berkoff.

Um dos bons momentos do filme são as cenas em que Frank olha para Elise com aqueles olhos de desejo respeitoso, de quem quer mas não se acha capaz de conseguir. A cena em que Elise beija Frank no intuito de a policia pense que ele é Alexander deixa bem claro que ela já conquistou o coração do inseguro professor de matemática.

Não vou contar o filme todo, mas sei que entre o que parece ser, e o que é, O Turista deixou um grande buraco, que nem toda a beleza de Jolie e o talento de Johnny Depp dão jeito.

É um filme que diverte, e mostra as belezas de Veneza, mas se for assistir, tome um energético antes, pois dá um pouco de sono.

NOTA 6,0

Diego Pitta

Cinéfilo Estagiário

#001 criticamos – Rio (2011)

*atenção, esse texto contém spoilers

Saudações culturadoradores e afins, sendo essa a primeira crítica postada no Culturamos, deixo bem claro que não sou formado, nem nunca estudei crítica cinematografica, portanto o que eu disser aqui, vem da MINHA percepção, e opinião em relação aos filmes. Falarei de alguns detalhes técnicos, mas da minha maneira.

RIO tinha tudo para ser um filme perfeito, afinal é a historia de uma Arara Azul, pássaro brasileiro, dirigido por um brasileiro, o Sr. Carlos Saldanha e se passa em um dos mais belos cartões postais do país, o Rio de Janeiro. Mas logo no início do filme uma coisa me incomodou, a maneira como o Brasil foi descrito.

Se eu fosse gringo e visse o filme eu pensaria o seguinte: “- porra, no Brasil só tem samba, futebol e ladrão”, pois o filme começa “estereotipando” o país, com todos os pássaros literalmente “sambando”, e durante varias vezes no filme podemos ver que todos param de fazer o que estão fazendo para assistir o futebol. Tem um momento que o bandido para a perseguição para ver um lance do jogo do Brasil que está passando na TV. Quanto ao ladrão, mostra e de certa forma generaliza que, toda criança quando precisa de dinheiro, recorre a formas ilícitas de ganhá-lo, como o jovem que captura e leva as Araras Blu e Jade para os contrabandistas. Mesmo depois de tentar “consertar” a imagem do garoto, fica aquilo na cabeça. A maldita primeira impressão que fica.

Não digo que esses fatos citados acima não existam, e existem de forma expressiva, mas temos muito mais no RIO que passistas de samba andando semi-nuas nas ruas, fanáticos por futebol e contrabandistas.
É pertinente lembrar da cena em que o segurança, no meio do serviço pára tira a roupa e começa a sambar vestido com uma fantasia de carnaval. Vindo de um diretor brasileiro achei bastante constrangedor.

A historia do filme é simples e sem grandes emoções, sendo que o carisma dos personagens unidos as belezas cariocas carregam o filme nas costas, unidos a uma excelente trilha sonora. Mas, no geral o filme agrada e diverte muito, confesso que ri muito com as tiradas dos amigos cariocas do Blu, e com a nem tão doce Jade, ávida por liberdade.

RIO fica muito aquém de A Era do Gelo, outra produção com a participação de Carlos Saldanha, mas é um bom registro do Rio de Janeiro e de UMA PARTE da nossa cultura.
Vale o ingresso.

NOTA 7,0

Diego Pitta
Cinéfilo Estagiário