#001 criticamos – Rio (2011)

*atenção, esse texto contém spoilers

Saudações culturadoradores e afins, sendo essa a primeira crítica postada no Culturamos, deixo bem claro que não sou formado, nem nunca estudei crítica cinematografica, portanto o que eu disser aqui, vem da MINHA percepção, e opinião em relação aos filmes. Falarei de alguns detalhes técnicos, mas da minha maneira.

RIO tinha tudo para ser um filme perfeito, afinal é a historia de uma Arara Azul, pássaro brasileiro, dirigido por um brasileiro, o Sr. Carlos Saldanha e se passa em um dos mais belos cartões postais do país, o Rio de Janeiro. Mas logo no início do filme uma coisa me incomodou, a maneira como o Brasil foi descrito.

Se eu fosse gringo e visse o filme eu pensaria o seguinte: “- porra, no Brasil só tem samba, futebol e ladrão”, pois o filme começa “estereotipando” o país, com todos os pássaros literalmente “sambando”, e durante varias vezes no filme podemos ver que todos param de fazer o que estão fazendo para assistir o futebol. Tem um momento que o bandido para a perseguição para ver um lance do jogo do Brasil que está passando na TV. Quanto ao ladrão, mostra e de certa forma generaliza que, toda criança quando precisa de dinheiro, recorre a formas ilícitas de ganhá-lo, como o jovem que captura e leva as Araras Blu e Jade para os contrabandistas. Mesmo depois de tentar “consertar” a imagem do garoto, fica aquilo na cabeça. A maldita primeira impressão que fica.

Não digo que esses fatos citados acima não existam, e existem de forma expressiva, mas temos muito mais no RIO que passistas de samba andando semi-nuas nas ruas, fanáticos por futebol e contrabandistas.
É pertinente lembrar da cena em que o segurança, no meio do serviço pára tira a roupa e começa a sambar vestido com uma fantasia de carnaval. Vindo de um diretor brasileiro achei bastante constrangedor.

A historia do filme é simples e sem grandes emoções, sendo que o carisma dos personagens unidos as belezas cariocas carregam o filme nas costas, unidos a uma excelente trilha sonora. Mas, no geral o filme agrada e diverte muito, confesso que ri muito com as tiradas dos amigos cariocas do Blu, e com a nem tão doce Jade, ávida por liberdade.

RIO fica muito aquém de A Era do Gelo, outra produção com a participação de Carlos Saldanha, mas é um bom registro do Rio de Janeiro e de UMA PARTE da nossa cultura.
Vale o ingresso.

NOTA 7,0

Diego Pitta
Cinéfilo Estagiário